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Eu não queria ser publicitário.

fevereiro 9, 2010

Quando somos crianças, não temos muita noção do que o mundo nos reserva. Apenas imaginamos que ele será moldado aos nossos desejos e sonhos. E era assim que eu, um pequeno japinha de aproximadamente dez anos, pensava.

Em minha infância tive diversas projeções de meu futuro. E é engraçado ver como tudo me fez chegar ao curso que faço. E não qualquer outro que eu tenha imaginado quando mais novo.

Eu sempre fui curioso e apaixonado por tudo. Mas minhas paixões eram passageiras e repentinas. Tudo o que eu queria fazer, eu me apaixonava, mas não durava muito tempo. Ou algo me fazia desistir daquela ideia.

O primeiro sonho desse menino nipônico era ser um grande jogador de futebol. Mas com o tempo, fui percebendo que não era bom o suficiente. Eu era sempre o segundo melhor ou perto disso. Mas o melhor em sim eu não era. Então desisti deste sonho.

Pouco tempo depois eu vi que gostava muito de desenhar. E que me dava bem nas aulas de Educação Artística no colégio. Então? Decidi ser arquiteto, pois não conhecia nada sobre profissões. Pois senão teria escolhido Design Gráfico, ou algo parecido. Mas assim que descobri que tinha que usar muita matemática e física eu simplesmente desisti.

Descobrindo que eu gostava de química no colégio, mas apenas da orgânica, eu então decidi ser igual o meu tio. Decidi que queria fazer bio-química e trabalhar num laboratório criando remédio e coisas assim. Da pra acreditar? Nem eu consigo.

Então cheguei ao terceiro colegial, e precisava decidir o que fazer.Não sabia se prestava arquitetura, engenharia, artes plásticas, administração, ou qualquer outra coisa. Mas não consegui decidir por nada e prestei Administração na USP, já que é o que qualquer pessoa que não sabe o que fazer presta na faculdade.

Fui e fiz o vestibular de qualquer jeito, pois não queria aquilo. Obviamente não passei.

Passaram as férias. Comecei o cursinho sem saber o que fazer.

Mas então, foi neste ano que tudo começou a fazer sentido para mim.

Fui em um churrasco da Márcia, irmã do Marcelinho. Sendo que eu fui de perdido lá e penetra. Comecei a beber com o pessoal e então, a Gika, veio falar com o Didi e eu para que pudéssemos ajudá-la com um trabalho que ela estava fazendo. Ajudamos e perguntamos porque ela estava fazendo aquilo. Foi então que comecei a conversar com ela e ela foi contando tudo o que fazia, onde estudou e tudo mais. E assim eu me apaixonei por publicidade de certa forma.

Meses depois, fui para uma palestra dada pelo Etapa, sobre carreira. Eu escolhi a de administração e de publicidade. Foram legais, mas gostei mesmo da de publicidade.

E assim, eu resolvi procurar qual era a melhor faculdade de Publicidade de São Paulo. Segundo o MEC, era a ESPM. E assim, acabei entrando na ESPM.

É engraçado como todos nós pensamos em diversas carreiras e caminhos que queremos trilhar, mas com o aparecimento de pessoas, detalhes, obstáculos, nós simplesmente vamos mudando até chegar onde estamos.

Se não fosse pelo churrasco que fui de última hora e tivesse conhecido a Gika, eu não estaria nessa área.

É eu não queria mesmo ser publicitário, mas agora eu quero!

RT @iudi – #AdAgencyFuture

novembro 9, 2009

Lá vou eu tentar dar uma de oráculo do mundo publicitário. Mas como eu sei que não sou nenhum e nem tenho a pretenção de ser, vou falar do que imagino ser o futuro das agências de propaganda.
Mas espera aê: o futuro, sendo daqui 10 anos, ou um pouco mais, um pouco menos, não vai fazer lá AQUELA diferença, certo?
Podendo apenas haver uma grande diferença caso criem o primeiro carro voador, povoem a Lua, a terra sofra um apocalipse em 2012, Deus reapareçá entre nós meros mortais, uns alienigenas invadam a terra, ou Angelina Jolie vira o novo Ghandi.
Então obviamente que não haverão mudanças gigantescas no futuro das agências.
Apenas algumas que já foram consolidadas em nossa atual década e que, futuramente, se tornarão mais evidentes, ou chegarão em seu “limite de evolução”.

O título deste post, obviamente, já ilustra uma delas. Que eu aqui irei chamar de #revolution só para entrar no clima. Mas porque? Bom, acredito que todos os que assistem às aulas de integradas, ou simplesmente acompanham um pouco o nosso mundo, já tenham uma resposta na cabeça.
A #revolution se da por causa do aumento expressivo da importância e quantidade de mídias sociais.
Fazendo com que a liberdade para a criação de pequenas agências especializadas em funções digitais e desenvolvimento de relações mais próximas com os consumidores cresça. Ou seja, as agências de propaganda irão perder budget para essas pequenas agências.

Futuramente quem terá um “poder de barganha” maior não serão as agências, e sim os clientes. Os clientes passarão a não querer as grandes agências que possuem nome e cobram absurdos, e sim menores e que consigam realmente trazer resultados mensuráveis para eles.

A segmentação irá substituir a excelência artística nas ações futuras. E por isso haverá um crescimento da importância do marketing direto, o CRM, o marketing de relacionamento. Não serão mais aqueles comerciais super ultra criativos e lindos e sem objetivo nenhum, que serão prioridade. O importante será atingir um determinado consumidor, e assim trazer bons resultados para o cliente.

Com todas essas mudanças, será que então ainda vamos ter agências de propaganda? Será que elas não estão fadadas a desaparecer?

Hoje já existe TiVo, Canais de televisão gratuitamente na Web, conteúdos digitais para tudo quanto é coisa, todo tipo de pirataria ao alcance de todos, compartilhamento de tudo o que você precisa na internet com pessoas de todos os cantos do mundo, disseminação de informações em tempo real e em gigantesca quantidade. Por estes motivos, e a entrada da geração, que hoje tem menos de 18 anos, e já está acostumada com a web mais do que até mesmo eu ou qualquer um de nós, é que a cultura do brasileiro de confiar no “tátil” (revista e jornal) e de ver programas de televisão cheios de propaganda, irão mudar e assim o advertising “clássico” irá diminuir e MUITO a sua importância.

Por fim, ao pedir um conselho para O Oráculo, ele diz: Agências de Propaganda #FAIL

Eu estava lá!

novembro 9, 2009

Alguém já viu o novo comercial e conceito da Vodka Smirnoff?

O novo comercial, aqui no Brasil, tem o conceito de “eu estava lá” ou em inglês “be there” (esteja lá)…
o qual eu considero fantástico.
Está meio implícito a ideia de a Smirnoff estar nos seus melhores momentos das baladas e festas. Você que toma smirnoff é o cara que sempre fala “eu estava lá”…”eu não perco uma”…e são só umas festas incríveis, inesquecíveis, que QUALQUER um gostaria de estar!

Não falo por todos, mas falo por mim.

Sou um cara muito festeiro. Adoro estar em festas com os amigos, beber uma cerveja bem gelada, ir para um bar, um churrasco com uma boa caipirinha, um pub para beber boa cerveja, baladas para dançar até doer o pé. Tem festa eu estou lá!

E por este motivo, eu curti tanto os comerciais da Smirnoff.

Aqui estão alguns vídeos, para que vocês possam ter uma ideia:

Smirnoff Wood Party

Smirnoff BE THERE

SMIRNOFF There Gas Station

Smirnoff there pool party

SMIRNOFF There Foam Pool

Pensando nesse comercial, eu cheguei a me questionar: Qual foi aquele momento em que eu disse “eu estava lá”? Aquele momento em que eu quis contar para todos os meus amigos o quão sensacional foi? Aquele “rolê” inesquecível?

Como exemplo, eu posso falar do meu fds que acabou de passar.

Fizemos um churrasco, na cobertura onde o Fuca mora. Quem organizou foi minha prima. Lá foram várias pessoas de galeras diferentes, mas que naquele momento todos viraram amigos! Os que sabiam tocar foram para a pickup e fizeram seus shows a parte. Todos mandaram muito bem.

Comida boa, bebidas, galera gente boa, musica boa, cobertura com um view animal. Não podia ser melhor!

E eu posso dizer: eu estava lá!